Lançamento: Investigação Criminal

O autor Sérgio Pereira Couto nos comunica o lançamento de seu novo livro, Investigação Criminal – Suspense e Ação para Desvendar um Crime Macabro. Seguem as informações:

Sérgio já é um nome conhecido no mercado literário com cerca de 30 livros lançados e mais de cem mil cópias vendidas de toda sua obra. Já foi entrevistado por vários sites e revistas, das quais a mais recente é a Istoé de 4 de agosto de 2009, quando falou sobre Sociedades Secretas. Dá palestras regularmente sobre o assunto na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, em São Paulo, e colabora para a revista LEITURAS DA HISTÓRIA, da Editora Escala.

Sérgio Pereira Couto é jornalista com passagem por revistas como Discovery Magazine e Ciência Criminal. Neste livro revela em detalhes a vida de um investigador criminal em um romance recheado com suspense e aventura.

Entre os romances publicados estão RENASCIMENTO (Giz Editora) e o best seller SOCIEDADES SECRETAS (atualmente na terceira edição) e SOCIEDADES SECRETAS – O SUBMUNDO (a continuação). INVESTIGAÇÃO CRIMINAL foi o primeiro livro de sua autoria no gênero publicado.

O romance foi escrito baseado em pesquisas e entrevistas com CSIs (Crime Scene Investigators) verídicos que trabalham na cidade de Little Rock, no estado norte-americano do Arkansas, e traz para o público não apenas informações sobre esses profissionais como também fala sobre alguns procedimentos adotados pela Polícia Técnico-Científica de São Paulo, que também serviu de inspiração para o enredo.

O livro foi muito elogiado pelo superintendente da Polícia Técnico-Científica, Celso Perioli, e pelo Diretor do Instituto de Criminalística, José Domingos Moreira das Eiras. Traz inclusive comentários da pesquisadora Ilana Casoy, autora dos livros Serial Killer e O Quinto Mandamento (sobre o caso Richthofen).

A Trama
Tony Draschko é um jovem brasileiro filho de poloneses cujos pais morrem durante um assalto em São Paulo. Seu tio, comissário de polícia da cidade de Little Rock, no estado norte-americano do Arkansas, leva o sobrinho para viver com ele e sua esposa, Donna.

Lá ele estuda e desenvolve um gosto pela investigação criminal. E passa a esperar por uma oportunidade de obter um emprego como CSA (Analista de Cena de Crime) no laboratório local, um dos melhores dos Estados Unidos. Com sérios problemas emocionais devido à morte de seus pais, o psicólogo forense encarregado de examiná-lo libera-o em troca de sessões constantes para tratamento de seus medos.

Tony é chamado pelo tio para investigar o misterioso assassinato de um músico de blues num clube noturno. Ele e sua parceira embarcam então numa investigação onde ele usará os conhecimentos pessoais mais tudo que aprendeu como fã da série de TV CSI para capturar o assassino antes que seja tarde demais. O livro, que foi revisado pela autora escritora forense Ilana Casoy, que comentou:

“Tudo o que você queria saber sobre perícia, numa trama de tirar o fôlego! Sérgio Pereira Couto abre com maestria o gênero Suspense Científico no Brasil. Finalmente um talentoso escritor de suspense científico emerge em nosso país. Se você é fã do seriado C.S.I., vai ler este romance de Sérgio Pereira Couto num fôlego só. Com informações preciosas sobre perícia científica permeando toda a história, é leitura obrigatória para os amantes da ciência aplicada na solução de crimes. E mesmo os mais experientes não adivinharão o final!”

Para quem gosta do gênero policial, vale a pena conferir!

Paradigmas 1 – Vários Autores

O que se produz hoje em matéria de ficção fantástica no Brasil? Nós, brasileiros, deixamos a desejar comparados com autores de outras nacionalidades?

Com o objetivo de responder a primeira pergunta, em um manifesto de “estamos aqui, produzindo, e não devemos nada para ninguém”, a Editora Tarja lançou a coleção Paradigmas: por que não mostrar que nós estamos aqui, produzindo e criando?

E, também, por que não podemos quebrar paradigmas antigos – e até mesmo criar novos?

Foram escolhidos então, para o primeiro volume, treze contos de treze escritores de estilos e temáticas diferentes. Confiram então as críticas individualizadas a cada um dos contos:

MAI-NI Expressas, de Richard Diegues: O cotidiano de um universo cyberpunk. Não sei se é porque cyberpunk está longe de ser um dos meus estilos preferidos de leitura, ou se é porque o conto lembra o universo de Nevasca, livro que também não está na minha lista dos mais apreciados, mas não gostei. O conto, apesar de muito bem elaborado e desenvolvido, não me conquistou.

Vento, Seu Fôlego. O Mundo, Seu Coração, de Jacques Barcia: um conto com um acentuado toque de curry, tempero assim não tão comum na ficção pátria. O leitor já é mergulhado de início, e sem anestesia, em um universo mitológico em profunda agitação. Finda a tontura inicial subsequente, é hora de apreciar a história concisa, mas com todas as informações necessárias. Confesso que me ganhou pela esquisitice.

Um Forte Desejo, de M. D. Amado: um conto com acentuado toque de sensualidade. Agora, um passeio pelo terror, narrado pela perspectiva de uma mulher. Não traz uma temática inovadora, mas a execução do conto é bastante eficiente, apesar de que desde o primeiro parágrafo as pistas do que está para acontecer já são dadas para o leitor.

O Mendigo e o Dragão, de Bruno Cobbi: A ideia do conto é muito boa (fantasia urbana sempre é algo bom de se ver), mas a execução deixou a desejar. Várias ideias ficaram soltas, descoladas, sem maior desenvolvimento ou cuidado. A divisão de partes também ficou um pouco confusa, quem afinal fez o quê.

Una, de Roberta Nunes: Mais do que sobre erotismo, é um conto sobre a busca do prazer. Estranhei um pouco essa narrativa ser feita como conto infantil – no começo, a linguagem de “causo” até se mantém, mas vai se perdendo com o seu desenrolar. O mesmo acontece com a trama do conto: a primeira parte é bem-amarrada, a segunda não. É como duas ideias diferentes fundidas, sendo a primeira melhor executada do que a segunda.

Fogos de Artifício, de Eric Novello: É um conto com uma temática incrivelmente incomum: fantasia urbana. Magos e outras criaturas sobrenaturais que convivem em nossa realidade… Gostei BASTANTE da abordagem desse conto: um mago, uma investigação e alguns personagens em uma versão um pouco dark, tudo isso em uma narrativa super tranquila de ser lida. Está aí um belo conto-paradigma!

Aqui Há Monstros, de Camila Fernandes: Aqui, uma história de melancolia, muito mais do que de aventura. Dá para ver que a inspiração partiu de vários mitos para a criação de seu próprio – do começo, antes de perceber qual era o personagem em questão, pensei em vários, em especial em Odisseu e suas aventuras. A perspectiva do monstro sempre é um ponto interessantíssimo se bem-explorado, mesmo que nesse conto ele seja visto pelos olhos de outro personagem. E, como eu já disse, uma melancolia onipresente em toda a narrativa. Belíssimo.

Sinfonia para Narciso, de Cristina Laisatis: Um conto que não pertence ao gênero fantástico, cuja proposta é a narrativa de um Narciso contemporâneo. Muito interessante a sacada de que não é apenas a visão que pode conquistar alguém. Também interessante notar a construção caprichada do texto, com direito a brincadeiras linguísticas de levar sorrisos aos lábios.

A Lenda do Homem de Palha, de Leonardo Pezzella Vieira: Novamente, um conto que flerta o terror – e seriam crianças criaturas incapazes de atos de crueldade? Interessante a construção e a narrativa em primeira pessoa, bem como a temática que foge do lugar-comum fantástico. O único porém foi ter me lembrado de meu trauma de infância, o filme A Colheita Maldita… 😛

A Teoria na Prática, de Romeu Martins: Um conto que não é fantástico mas que versa sobre um tema que mora ao lado: a teoria da conspiração (às vezes ela é mais fantástica do que uma horda de orcs de vestidos de oncinha dançando a macarena, afinal). Doses maciças de ironia e humor negro em uma trama bem-construída. Fiquei curiosa por mais contos no mesmo universo e temática. 😀

O Combate, de Maria Helena Bandeira: O tema é bastante interessante e original – e dá uma interessante sensação de “não-localização” até o fim do conto, uma “pegadinha” muito bem-sacada e resolvida pela autora. A construção, em pequenos pedaços de textos, como pequenas cenas vistas em flashes, também torna tudo muito interessante. Gostaria de ver esse universo proposto expandido…

O Templo do Amor, de Ana Cristina Rodrigues: É um conto com três faces: ritmo musical, universo até bastante interessante e alegoria. Não é muito difícil de associar a música inspiradora às sensações e descrições trazidas pelo conto: às vezes o amor precisa morrer. Construção e ritmo impecáveis, mas o finalzinho ficou um pouco confuso, talvez merecesse uma reescritura.

Madalena, de Osíris Reis: Está aí uma temática bastante ousada. O autor foi bastante feliz em escolher tanto uma lenda nacional, quanto um período histórico muito rico e pouco explorado, quanto a temática – está aí um tema pesado, mas tratado de maneira adequada. Um conto bastante visual, com descrições precisas e detalhadas do ambiente ao seu redor. Só peca, novamente, pelo desfecho: o “turning point” da personagem-título é súbito demais, quase se faltasse alguma cena que o tornasse mais coeso com o resto.

Enfim, uma boa seleção de contos de bons autores. Um bom mostruário de que muita coisa boa está sendo produzida aqui e agora!

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